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17.12.14

Explicações para o meu sumiço.

Desde o meio do ano ando meio sumida daqui, vez ou outra resolvo aparecer para não deixar o coisa de mulherzinha totalmente desatualizado.
 A verdade é que quando resolvi vi criar o blog queria que aqui fosse o "meu cantinho", que tivesse a minha cara, e no começo de fato era. Porém de uns tempos pra cá, eu perdi o interesse por muita coisa e descobri tantas outras.
      Não que a minha paixão por escrita ou moda não exista mais, muito pelo contrário, descobri que de fato é isso que eu amo e quero para a minha vida, entretanto não consigo achar mais inspiração para escrever diariamente sobre o assunto principal do blog. Perdi o foco!
      Mas como sempre falei desde o meu primeiro post aqui, ter um blog sempre foi um sonho antigo e eu não vou desistir dele, por isso resolvi repaginar tudo, mudar de direção e fazer/escrever sobre coisas que me interessam. Não desisti do blog, mas também não irei continuar com ele.
     Em 2015 o blog estará de volta, com novos assuntos, novo layout e até com um novo nome. E garanto que todas as mudanças serão para tentar melhorar, e deixar mais a minha cara e de todos que acessam o blog diariamente.

    AGUARDEM!



  

14.7.14

1 ANO DE COISA DE MULHERZINHA


                      
                 14 de julho de 2013 há exatamente um ano atrás eu escrevia o primeiro post do Coisa de Mulherzinha, lembro-me que escrevia com medo de que ninguém fosse ler ou gostar. Lembro também que falei desde o primeiro post sobre esse meu desejo antigo de ter um blog, de ter um espacinho para compartilhar todos os meus gostos, sentimentos e opiniões. E um ano depois eu estou aqui, escrevendo esse texto sabendo que terá pessoas que irão ler, sabendo que existe pessoas que compartilham dos mesmos gostos, sentimentos e opiniões que as minhas. 
                 Sempre fui uma pessoa que começa as coisas e depois as deixa de lado, quando resolvi criar o blog a um ano atrás jamais imaginaria que eu fosse realmente levar isso a sério, jamais imaginaria que tudo isso fosse da tão certo.  Um ano se passou, e nossa como o tempo passa rápido!
          Hoje faço esse texto especialmente para agradecer a todas que acompanham o blog desde o comecinho, agradecer as que chegaram agora, as que  me visitam diariamente ou que aparecerem por aqui de vez em quando. Vocês não imaginam o quão libertador é escrever e saber que existem pessoas que sentem e pensam da mesma forma do que eu. O blog se tornou um pouquinho de mim, me ajudou a decidir o quero fazer daqui pra frente, me fez ter a certeza de escrever é umas melhores coisas dessa vida e por compartilhar meus sentimentos em forma de palavras é melhor ainda. 
                    E posso contar uma coisa? O Coisa de mulherzinha não seria nada sem cada uma de vocês que leem, comentam e visitam o blog diariamente. Agradeço de coração a cada visita, e ver que os acessos estão cada dia aumentando mais mostra que estou no caminho certo e fazendo a coisa coisa.
            Obrigada por estarem aqui e esse é só o primeiro de muitos anos que ainda vamos comemorar juntas.

              Beijos,
                         Gabriela. 
    



               

18.3.14

Rabiscos: Ela


Seu quarto tem cheiro de lírios.
Seu melhor amigo é o próprio reflexo no espelho.
Seu chão é o salto.
Sua visão é a superior.
Sua voz é a mais suave.
Seus traços são os mais bem desenhados.
Seus mundo é o mais correto.
Sua alma é a mais cansada.
Seu coração é o mais frágil.
Seus sonhos são os mais impossíveis.
Sua voz é a mais baixa.
Seus amigos pararam de existir.
Sua família parou de se importar.
Seu chão começou a desabar.
Suas paredes começaram a apartar.
Suas portas começaram a fechar.
Seu ar começou a sufocar.
Seus olhos começaram a enxergar.
Nada daquilo estava lá antes.
Como ela não percebeu?
As lágrimas lavaram a maquiagem.
As lágrimas levaram o que um dia era parte dela.
Sua vida acabara ali.
Sua luz começou a apagar.
Seu ar não existia.
"Me salve".
Sua mão sentiu o toque de outra.
Sua vontade tinha sumido.
Então deixou ser levada.
Sua luz acendeu.
Frágil, mas acendeu.
Frágil, pronta para apagar a qualquer momento.
Seus pulmões se encheram de ar.
"Eu vou te salvar, pra sempre".

11.3.14

Rabiscos: I think you know



O que você quer que eu pense quando você chega com esses olhos inchados? Com esse sorriso falso apagado e essa pose de fracasso!
Seus olhos me pedem ajuda, mas as suas mãos me afastam, sua boca diz "vem", mas seu corpo diz "pare".
Seus olhos correm meu rosto, quase posso ouvir eles gritando, pedindo que eu tire você dali naquele exato momento, pegue na sua mão e corra com você até perdermos o fôlego e cairmos no chão, rindo como antigamente, percebendo como tudo aquilo é bobagem e como as coisas podem sim ficar bem.
Eu tento, eu juro, mas por que você não deixa? O que eu fiz pra te magoar? Por que eu me tornei parte do problema? Você sabe que eu não sou, eu sei que sabe. Você ainda sente que eu te mantenho no chão e ao mesmo tempo no ar? Você ainda se sente calmo e ao mesmo tempo agitado do meu lado? Você ainda me sente ali, eu sei, mas por que você começou a negar isso?
Eu estou tentando ficar aqui, estou tentando te deixar calmo mesmo a distância, tentando falar que ta tudo bem, que tudo ainda vai passar e que os dias bons voltarão, mas a minha voz fica cada vez mais fraca.
Você não quer mais me escutar
Você já não me vê mais.
Você já não ri mais.
Seus olhos não brilham mais.
A voz não sai da minha garganta.
E eu já desisti.
Eu não existo mais.








25.2.14

#Rabiscos: No final, não somos a mesma coisa?


Me perguntaram por que eu sou diferente?
Eu sou diferente? Porque eu sou a diferente? 
Porque você com esse estilo moldado pela sociedade é a certa? Porque eu com a minha calça de brechó e meus sapatos sem marcas sou a diferente?
Porque eu tenho que escrever nas suas linhas retas se as minhas tortas são bem mais divertidas?
Porque eu tenho que passar horas me maquiando seu eu posso ler um livro?
Você é tão normal pra essa comunidade como eu sou pra minha.
Você é tão compreendida pelos seus amigos como eu sou pelos meus.
Porque eu não posso ter uma opinião diferente e discordar de você?
Porque eu não posso preferir um amor de anos a um de horas?
Porque o que eu acho de vida social é engraçado pra você?
Porque você acredita que é maior que eu por ter mais amigos?
Você já contou quantos estão do seu lado? Você já contou quantas vezes foi deixada sozinha?
Garanto que foram mais vezes do que eu.
Os meus ideais são diferentes, minhas ideias são bagunçadas do meu jeito, eu sou confusa, vejo coisas aonde não tem e não vejo aonde tem demais, mas não sou diferente de você.
Ambas choramos, ambas queremos conforto nas horas ruins, ambas temos vergonha de algo, ambas desconfiamos de pessoas e amamos outras, ambas rimos de coisas idiotas e choramos por coisas mais idiotas ainda, ambas somos orgulhosas e não abaixamos o nariz.
Então porque você se acha tão diferente?
Queria muito saber quando o exterior esmagou o interior.
                                           

18.2.14

Rabiscos: The thing




Ando todo dia a procura de algo
mas eu ainda não sei o que é.
Ando, corro, vou mais devagar, mais rápido,
mas nunca consigo chegar.
Sinto o cheiro da coisa, vejo a forma da coisa,
mas depois ela não está mais lá.
Vejo nos reflexos das janelas, vejo através das janelas,
vejo tudo, mais o tudo parece cada vez não existir.
Vejo as famílias felizes, os pais trabalhadores,
as mães donas de casa, os filhos melhores alunos,
isso tudo é o certo?
Se é o certo, porque não é todo mundo que tem?
E se isso for o errado?
Se é errado, porque tem gente que tem?
Eu abaixo a cabeça, coloco meus fones 
e de novo estou lá, procurando algo.
Algo nos olhos brilhantes, 
algo nos olhos profundos e vazios.
Algo.
Só algo.
Por que é tão difícil?
Por que ele não fica lá me esperando?
A vida seria tão mais bonita, 
com menos dias escuros e úmidos.
Ando, mais e mais
cada vez mais.
A cada passo eu tenho a certeza que hoje não é o dia.
O dia que eu vou achar o meu "algo".
A cada passo eu me sinto mais longe,
longe da normalidade das coisas
das pessoas.
Longe da normalidade da vida.
Pode ser um truque, pode ser só ilusão,
mas isso é bom.
A sensação de pertencer a tudo e ao mesmo tempo a nada.
A sensação de que tudo que se esconde de mim tende a ficar 
cada dia melhor
e melhor
só esperando para ser encontrado.

17.2.14

Rabiscos: Saudade



Hoje como todo os outros dias, acordei com  saudade. Mas quem é essa que nos acompanha todos os dias?
Saudade é filha da vontade de voltar no tempo, irmã da lembrança de um tempo bom, e tem parentesco com a tristeza.
A saudade não nos abandona nunca porque está sempre no ponteiro do relógio daquela hora que não passa nunca, no cheiro que fica na roupa, está no barulho do silêncio da madrugada.
Está no abraço não dado, no beijo não provado, na palavra não dita, no gesto não feito. A saudade está na partida e na chegada, está naquele momento inesquecível. Saudade é para todos, saudade é pra quem vai e pra quem fica. 
Está no porta-retrato do lado da cama, na nossa musica preferida, no coração de quem ama. 
Saudade está no joelho ralado, no pega-pega, no desenho animado.  Saudade está na insegurança, no medo,na ingenuidade e na vontade de voltar a ser criança. A saudade é assim, se encontra em todos os lugares, vive em todos os momentos, em todas as pessoas e vive, principalmente, em mim. 
A saudade é assim mesmo não morre e nunca tem fim. 






11.2.14

#Rabiscos: Bring the light


São sete horas da manhã e você já tem aqueles olhos de choro. Olhos de quem não dormiu bem, de quem acordou de duas em duas horas e olhava pro relógio contando quanto tempo de sono ainda tinha.
Os olhos se arrastam junto com você, mais um dia, sem lágrimas você espera, afinal já gastou todas elas na noite anterior.
Faz tempo que você tem esses olhos fundos, os olhos de choro que você escuta nas músicas nunca foram tão claros pra você.
Tanto tempo com eles que você sabe quem ninguém mais percebe, no começo te olhavam torto, você ouvia gente reclamando por você ser mole demais ou por não expor o motivo dos olhos molhados, mas agora eles evitam, e os que olham também estão molhados, as vezes você até acha que eles procuram conforto nos seus, percebem que não são os únicos.
Então você deixa eles olharem as lágrimas escorrerem "se ela não se matou ainda, porque eu tenho que fazer isso?" você torce pra eles pensarem nisso, torce pra que eles procurem conforto mesmo sem palavras, só nos seus olhos fundos, cansados e molhados.
Você continua o dia, as lágrimas secam de tanto que o vento bate na sua cara, a única parte boa do dia. A hora que você coloca a cabeça pra fora da janela e espera que o vento leve alguma coisa, nem que seja uma gota da próxima escuridão.
É uma espera sem fim quando o vento acaba, quando a escuridão chega e te deixa no canto do seu quarto gritando nem que seja por uma faixa de luz.
Começa mais um dia, mais um dia esperando que a luz fique um dia inteiro.


5.2.14

Rabiscos: E agora?





Vivo esperando que a minha vida vire um livro. Não filme, não quero que eu seja resumida em menos de 2 horas, mas sim um livro, um livro que só os interessados vão ler, algo que chame a sua atenção na livraria, algo que precise de dedicação pra chegar até o final.
Mas eu não quero qualquer livro, eu quero aquele livro de aventura, no qual eu sou a garota de quem ninguém espera nada e que dá uma virada durante a história. Aquela garota que vai mudar a pequena cidade, ou só a pequena escola, cheia dos tipos mais arrogantes e desinteressantes. Quero ser a garota na qual a beleza ainda não foi descoberta, e por um corte de cabelo diferente um menino interessante se aproxime. Quero ter a história mais boba de amor, não precisa que esse menino me complete, só preciso que ele me entenda. Quero também suspense, afinal o que é uma aventura sem suspense? É os suspenses são os mais legais, são o que te forçam ir até o fim, são os que te deixam acordados tentando pensar o que vai acontecer. Quero também um drama, um drama sempre é bom, pessoa mais dramática que eu é difícil de achar. Pode ser qualquer drama, mas com um motivo grande, gosto de dramas que envolvem várias pessoas. A parte do drama eu deixaria pro escritor, ele que me surpreenda, ele que me faça querer nunca ter pedido esse drama, que ele seja tão complexo que seja difícil de arrumar.
Mas o principal é que eu não quero um final feliz, não quero terminar com o menino mais popular, com os amigos mais lindos, com a família mais perfeita e rica e com o carro do ano no por-do-sol. Não, eu quero aquele final que te faz querer mais, aquele final que te deixa brava porque o livro não tem mais páginas, quero que termine com uma pergunta, uma pergunta que vai te fazer mandar cartas pro escritor pedindo o volume dois, que vai gerar perguntas e debates com os amigos



21.1.14

#rabiscos: Just go



É como estar em um video game. Todas as possibilidades já foram pensadas. Se você virar para a esquerda no labirinto algo já está lá te esperando, se virar a direita também.
Ela acorda todo dia pensando em algo novo, pensando em como pode mudar a vida, como pode mudar o mundo. 
A cabeça dela muda constantemente de acordo com o último filme que viu. Ela pode ter visto uma comédia romântica e ficar suspirando horas, talvez dias depois. Ou ela pode ver alguma ficção, e depois do filme acabar sair correndo pro quarto elaborar um jeito de como se encaixar naquele filme.
Ela se levanta de cama, e põe o uniforme daquilo que chama de cadeia. Só depois de deixar tudo pronto ela põe a peça mais importante de roupa, os fones. Da play e coloca o celular no bolso do casaco, quanto mais alta a música, mais brava ela ta naquele dia, quanto mais baixa, mais preocupada com as coisas que estão acontecendo.
Ela entra no carro e fica presa por mais horas do que ela pode aguentar, o que faz a sua chegada em casa ser extremamente reconfortante. A casa não é grande, as pessoas não são muitas, mas são o bastante.
Ela corre pro quarto de novo, o quarto é o melhor lugar da casa, ele já ouviu tudo que ela pensa, tudo que ela deseja, e ela agradece todo dia por ele não contar pra ninguém.
Ela não lê um livro, ela não escreve um texto, não compõe uma música, ela não é como essas garotas de filmes de drama que se trancam no quarto e quando saem, saem com algo que fara alguma importância, ela adoraria, mas não. Ela se desliga pra fazer uma mistura de tudo que ela quer, ela dorme, ela sonha...
Ela sonha fazendo as coisas mais banais, andando com um namorado em uma rua movimentada, sendo arrastada pra uma surpresa, ser reconhecida no meio da rua, por um grupo de pessoas que vão gritar o seu nome do outro lado da rua e cruzarão um trânsito digno de medo só para dizer o como ela inspira as pessoas.
Ela sonha cada vez mais, cada dia mais, esperando que enquanto esteja sonhando, algum vento de sorte sopre em sua alma, e a empurre pro melhor sonho que ela teve, a realidade.
Que esse vento a empurre entre os seus filmes românticos, entre suas músicas sobre aquela pessoa que você ama e como você vê ela, que a empurre entre a vida e que ele sussurre em seus ouvidos "está tudo bem, apenas vá". 

                                                           Vicky Paduan

14.1.14

Rabiscos: Um mundo em um mundo

Eu gosto de me imaginar na vida das outras pessoas... Não só na vida, mas eu gosto de me imaginar sendo outras pessoas.
Gosto de me imaginar desde a menina do meu bairro até a namorada do meu ídolo. Gosto de me imaginar como o alguém que pode mudar uma vida, ou como alguém que pode mudar várias. Eu gosto de imaginar, eu gosto de me desligar do meu mundo real e entrar no meu mundo fictício. Gosto de entrar naquele mundo que eu posso tudo, no mundo que eu tenho o controle de tudo e de todos. No mundo que eu vivo uma vida que eu conheço ou uma vida que não existe. Eu chego a viver minha própria vida nele, só que com caminhos diferentes, com oportunidades maiores do que eu imagino.
Eu rio sozinha quando eu estou nesse meu mundo, nesse lugar que eu não estou sozinha, afinal tenho medo da solidão. Nesse mundo eu tenho todo mundo que eu gosto, todo mundo que me conhece e todo mundo que um dia vai ouvir meu nome. Gosto de flutuar nesse mundo, de achar cada sonho em uma esquina, de achar meu amor na porta ao lado.
Eu amo esse mundo, é meu mundo ideal, impossível, mas ideal.
Eu sei que ele nunca será real, eu sei e eu gosto disso, porque esse mundo vai ser sempre só meu. A cada dia alguém novo aparece lá, algum novo amigo, algum novo amor, algum novo ídolo, mas ele nunca lota, esse meu mundo é infinito.
Esse meu mundo está sempre na temperatura que eu gosto, está sempre do jeito que eu gosto, ele está sempre lá.
Eu não gosto de voltar pro meu mundo real, pras minhas decepções, pros meus erros e enganos, mas eu tenho que aceitar que esse mundo é o meu mundo. É o mundo que eu conheço, o mundo do qual eu tiro as melhores partes pra montar no meu mundo fictício.
Se não fosse por um mundo, o outro não existira.   





                                                           Vicky Paduan

31.12.13

ÚLTIMO POST DO ANO!


Se eu tivesse que definir 2013 em uma palavra eu diria: surpreendente, muitas coisas mudaram na minha vida mas o importante é que no final deu tudo certo,comecei a trabalhar e o que eu não esperava que acontecesse, criei um blog. 
Ter um blog sempre foi um sonho antigo, mas eu nunca pensei que um dia eu teria coragem de criar um, colocar meus textos, meus pensamentos e sentimentos assim na internet para qualquer um ler.
Gostaria de fechar esse meu primeiro ano aqui no blog agradecendo a todas vocês, leitoras queridas. Obrigada por cada acesso diário, cada comentário, a cada elogio no twitter, obrigada mesmo.
Obrigada principalmente por lerem cada post, cada opinião e cada desabafo meu em forma de crônicas. 
Durante esses 5 meses de blog parei para pensar sobre como "classificar" o Coisa de mulherzinha, 
somos muito mais do que um blog de moda,  vamos muito além do "look do dia",discutimos sobre gosto e opiniões, compartilhamos laçamentos, falamos de como as coisas mudam, depois de muito pensar cheguei a  conclusão de que aqui é um blog pessoal.
Mas antes entenda: blog pessoal não como um diário aonde escrevo todos os fatos do meu dia, mas sim como um caderno de recordações com fotos, textos, inspirações e tendências que marcarão época. Talvez você se identifique com algumas dela, talvez não. Talvez você fique, talvez não.
O ano está acabando e será um prazer reunir novas inspirações para o ano que vem. Se você quiser me acompanhar, fique a vontade.
Fica vai ter muitas novidades, fica e deixe a sua opinião e as suas vontade.
Senta, toma uma xícara de chá e vamos colocar o papo em dia. 
Fica, senta, vai ter bolo. 








                                                                                                



24.12.13

Rabiscos: Então é natal...



Então é natal, e o que eu fiz? Bom, aprendi que nem sempre o mais fácil é o mais legal.
Aprendi que raiva é fraqueza e paciência é força.
Aprendi a não guardar as coisas dentro de mim por muito tempo pois um dia eu posso explodir e isso não seria bom.
Aprendi que o medo anda de mão dada com o fracasso e que o fracasso corre da coragem.
Aprendi a ceder quando não tem outra maneira, mesmo que isso machuque meu orgulho.
Aprendi que eu só preciso de dois amigos, porque só tenho duas mãos para segurar o seguro.
Aprendi que a minha casa é a minha fortaleza, e o pessoal que vive nela sempre vai me proteger.
Aprendi que sempre se deve esperar o pior das pessoas, porque se vier algo de bom, já é lucro.
Aprendi a rir com as coisas mais retardadas, porque os risos mais sinceros são os melhores.
Aprendi que cada momento vale mais do que ouro, e que esse ouro tem um valor diferente pra todo mundo.
Aprendi que não posso sem nem 8 ou 80, tenho sempre que ser meio termo.
Aprendi que nem tudo vai ser como eu quero, e que eu tenho que lidar com isso da melhor forma.

Espero que eu tenha aprendido as coisas certas, as coisas que vão me fazer crescer.
Esse ano se arriscar nunca foi tão bom, nunca me deu tantas coisas, sendo elas materiais ou não.
Esse ano teve seus altos e baixos, mas eu fico feliz em saber que no fundo de todos os baixos, tinha alguém para me ajudar a levantar.

Que venha 2014... I'M F*CKING READY

17.12.13

Rabiscos: Mundos na prateleira


Na minha casa eu tenho uma prateleira, uma prateleira que guarda vários mundos.
Alguns mundos eu já visitei, e agora estão descansando até a hora em que meus filhos desejem visitar eles. Alguns eu ainda visito, eu gosto tanto deles que eu tenho que vê-los pelo menos uma vez por mês. Alguns tem continuação, os que tem continuação são geralmente pelos quais eu mais me apaixono, e quando chega a hora de deixa-los, nossa, é sempre a pior hora...
Alguns eu não conheci ainda, esses ainda guardam todos os segredos, todos os seus detalhes, que me aguardam pacientemente, até que eu termine de visitar o mundo anterior.
Eu amo cada um desses mundos de uma maneira individual, desde os que me fazem chorar no final aos que me fazem rir e querer mais. Passando pelos quais eu vivo muitas aventuras, cada uma com seu jeito especial. 
Cada mundo tem um lugar especial guardado em mim, mesmo alguns deles sendo extremamente diferentes, eu os amo demais. 
Eu tenho que admitir que prefiro meus mundos de prateleira, do que o meu mundo real. Se eu pudesse, viveria os da prateleira.
Toda vez que eu entro em um mundo novo, vem aquele cheiro de novidade que eu adoro sentir, aquele nervosismo para saber o que vai acontecer no final, e também aquele medo de chegar no final.
Eu sei que eles não vão embora, eu sei que eles vão ficar esperando na minha prateleira até que eu decida visita-los de novo, e é isso que me deixa mais feliz. Os mundos nunca vão me abandonar, eles sempre terão novidades, e mesmo quando não tiverem mais, eles estarão lá para me dar as boas vindas novamente.
Em cada mundo eu sou uma pessoa diferente. Em um eu sou uma semi-deusa, em outro uma bruxa, em outro uma colegial com seus amores, e por ai vai. E é disso que eu mais gosto nos meus mundos de prateleira, eles mostram como as pessoas mais estranhas são as mais leais, como as pessoas mais diferentes são as mais legais. 
Eu amo meus mundos, e eu espero que a quantidade deles cresça a cada ano que passa. No final do meu mundo, terei vários mundos, diferentes sim, mas todos especiais igualmente para mim.

16.12.13

Rabiscos: Alma de tinta


Qual é mesmo o motivo de escrever? Sinceramente eu não sei, mas cara isso me faz bem.. Escrever tira um peso do meu ombro do qual eu sei que ninguém além de mim mesma consegue tirar, quando estou triste sei exatamente onde descarregar tudo o que estou sentindo, coloco tudo para fora, descarrego tudo nas palavras, transformo minha dor e tristeza em frases e textos. Confesso, os meus textos mais bonitos são aqueles que faço quando meu coração está partido. 
Escrevo porque não costumo me expressar com ninguém, você não irá me ver choramingando por ai em um ombro amigo ou até chorando sozinha em um canto qualquer. Depois de tanto escrever percebi que posso comparar escrever com chorar, pois quando choramos estamos tentando colocar para fora algum sentimento que está nos sufocando, seja bom ou ruim. 
Ta aí, chorar e escrever, a combinação perfeita com a mesma função.
Cada um escolhe a maneira que se identifica mais, eu particularmente prefiro escrever. 
Escrever vai além do que se pode imaginar, escrever é viciante. Escrever é como uma droga, daquelas mais poderosas, mais é uma droga que me faz bem. 
É uma sede incontrolável, quanto mais se escreve mais se quer escrever, acho que é assim com todos que um dia já experimentaram. 
 Escrever é desabafar com aqueles que tem todo o tempo do mundo para me ouvir: meu caderno e minha caneta. É  fazer meus sentimentos se tornarem poesia, é soprar todas as palavras que minha alma já não pode mais guardar. 
 Pode ser que eu ache por ai alguém que escreva melhor, com sentimentos em forma de poesia melhores do que os meus, alguém mais estudado que da um verdadeiro show no seu vocabulário e escrita. Mas quem se importa? Escrever é a minha paixão, não me importo em encontrar alguém por ai que diga que os meus textos não são bons, escrevo pra limpar a minha alma, sou apenas um rascunho de escritor, essa é a minha maneira de desabafar, ou melhor, desabar. 
Enquanto escrever me fizer bem eu continuarei aqui, escrevendo com as minhas palavras singelas, com meus textos confuso, que demostram exatamente como são os meus sentimentos, sem começo meio ou fim.

 Gabs Campos




                                                                                                            
                                                                              




10.12.13

Rabiscos: Posso ser feminina



Eu sou menina, mas odeio salto, prefiro meu all-star, prefiro até andar descalça, mas salto parece que me mata aos poucos.
Eu sou menina e qual é o problema de eu gostar de sair com os caras, rir feito uma louca ao invés de ficar em casa com as amigas fofocando e fazendo a unha.
Eu sou menina e as vezes tenho vontade de me jogar na lama, meu deus qual o problema nisso? Se eu quero, eu faço, não vou me portar como uma "lady", coisa que não sou.
Sou menina e adoro video-game, principalmente os de luta. Sou viciada em quadrinhos e em super-heróis. Gosto de fazer trabalhos manuais e que se f*da se eu quebrei a minha unha, ela cresce depois.
Sou menina e falo alto e a minha risada é estranha, não tenho vergonha da risada e mesmo falando alto sei me comportar como uma pessoa educada.
Sou menina e gosto de andar descalça na grama, ainda mais depois que chove. Sentir algo que parece um tapete molhado sob meus pés... ahh... não tem nada melhor.
Sou menina e mesmo assim tomo frente de coisas incertas, não estou dizendo que não tenho medo de nada, só digo que gosto de me arriscar.
Sou menina e adoro pegar chuva, afinal não sou de açúcar.
Apesar de tudo isso, apesar de não ser delicada, apesar de odiar usar salto e shorts, continuo sendo frágil, continuo sendo uma bola de vidro na beirada da mesa, e se me deram qualquer empurrão, qualquer chacoalhão, eu caio e quebro, e demoram anos pra eu me colar de volta.
Posso ser menina, mas as vezes me sinto mulher. Depois de tudo que a vida me mostrou, depois de todas as vezes que eu cai e quebrei, eu sinto que cada vez mais viro mulher.
Posso ser feminina de all-star.
Posso ser feminina jogando video-game.
Posso ser feminina lendo revista do meu super-herói favorito.
Posso ser feminina preferindo ter aula de judô do que ter aula de balet.
Posso ser feminina...
Eu sou feminina...
E não é só porque a sociedade acha meu jeito o totalmente contrário, que se f*da a sociedade...
Afinal, posso ser feminina até falando palavrão.

3.12.13

Rabisicos: Pra que a pressa?



Olhe em volta, é, é isso ai...
Olhe em volta antes de que seja tarde demais, olhe em volta e aproveite o cheiro, aproveite a luz, aproveite a vida.
Aproveite os segundos que passam, as horas que correm e os dias que voam.
Aproveite cada toque, cada sonho, cada momento.
O agora pode ser pouco interessante, mas é dele que tiramos o nosso verdadeiro eu.
É a partir dele que decidimos o caminho para seguir e como temos que segui-lo.
O amanhã sempre estará lá, mas o agora nunca volta.
Não é fácil, eu sei, mas o relógio não para, a vida não para, você não para.
Então já que é inevitável, não queira sentir o amanhã hoje, porque depois você vai querer sentir o ontem amanhã.
Ande na sua velocidade, na velocidade do seu relógio, na velocidade da sua vida.
Sinta a felicidade em tudo, mesmo que ela seja quase invisível.
Já que estamos aqui, pra que a pressa de ir embora?

19.11.13

Rabiscos: A vida do dia


Resolvi viajar, mas não viajar pra algum lugar longe, pra algum lugar caro e perfeito, mas pra um lugar no qual só eu posso ir. 
Resolvi viajar dentro de mim.
Resolvi rever a minha vida, desde que me conheço por gente e desde que aprendi a controlar as minhas ações. 
Penso como a vida de criança é fácil, naquela idade nada é impossível e tudo é permitido, a única coisa que te importa é viver o agora, com o sol batendo na cara e a risada estampada.
Ainda estou viajando dentro de mim e me vejo em um lugar sutilmente mais escuro, quase nem da pra perceber. Aquela idade em que você quer ser grande, mas não tem noção do quão pequeno ainda é. Falam pra você aproveitar, falam que você só vive uma vez, riem das bobagens que você faz, das piadas bestas que você conta, você se sente cada vez mais e mais amado.

12.11.13

Rabiscos: Sei




É de manhã, eu quero te mandar um "oi", mas sei que está dormindo.
Minhas mãos coçam e eu olho seu número várias vezes em uma hora, mas sei que está dormindo.
Entro no campo de mensagem e penso "ele vê quando acordar, por mim tudo bem", mas penso bem e posso te atrapalhar no meio de seu sono, afinal, sei que está dormindo.
É começo de tarde, minhas mãos voltam a coçar e a minha mente vai direto pra você, mas você já me disse que dorme até tarde, então sei que ainda está dormindo.
O tédio chega acompanhado da saudade, saudade de saber que você está lá, me ouvindo, me entendendo, e compartilhando sua vida comigo, mas não te mando nada porque ainda está dormindo.
No meio da tarde sorrio, "ele deve estar acordado" penso, mando um "oi", mas fico muito tempo sem resposta, mas ele pode estar dormindo.

15.10.13

Sem certeza, com certeza.

As vezes sinto que tenho que sair daqui, dessa pequena casa, dessa pequena cidade. Sinto que tem um mundo totalmente novo pra mim, que está lá, me esperando.
 Quero correr, correr cada vez mais rápido, chegar cada vez mais perto de meu futuro. Meu futuro perfeito, com a minha vida perfeita. Mas no meio da corrida eu paro, paro e penso "Será que vai ser tudo isso?" "Será que quando eu chegar lá, tudo vai ser perfeito do jeito que eu imaginava?" Sei que vou ter que lutar, batalhar, não sou boba e eu nunca ganhei nada sem merecer, mas e se não me aceitarem? Se não me quiserem por perto?

Gabriela é paulistana, tem 17 anos e é uma libriana ao pé da letra. É viciada em tecnologia - está sempre conectada- e sonha em trabalhar com jornalismo de moda. É extremamente curiosa, gosta sempre de descobrir coisas novas. É uma blogueira de primeira viagem. "Tenho em mim todos os sonhos do mundo".

 
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